um belo dia resolvi mudar…

…e fazer tudo que eu queria fazer.

Não, não foi da noite pro dia que essas mudanças aconteceram.
Mas a parte do “fazer tudo que eu queria fazer” define bastante o que estou buscando nessas últimas semanas.

Estive de férias, do dia 28 de maio ao dia 11 de junho e foi esse período que marcou, na prática, essas mudanças.
Mas é um processo que já vem acontecendo a bastante tempo, meses, arrisco dizer, anos.
Agosto de 2015 voltei pra terapia (já falei sobre isso aqui, especificamente item 8), setembro de 2016 iniciei um tratamento com florais da Amazônia (mais aqui) e desde março venho acompanhando meu ciclo menstrual com a mandala lunar (o que tem me trazido alguns insights que vou compartilhar mais já já).

No final de abril conversando com a Mari (companheira de casa, trabalho e vida nos últimos 3 anos) ela decidiu sair do apto que dividíamos e eu decidi morar sozinha.
A algum tempo eu já vinha sentindo a necessidade de ter um lugar só meu, do meu jeitinho, onde pudesse ser meu refúgio de silêncio e solitude, então: era chegada a hora.
Refleti a diferença das outras duas vezes que morei sozinha (com 17 anos em Foz do Iguaçu e com 24 em Santa Maria) e agora. Antes eu estava querendo me afastar, ficar longe de pessoas e relações que não me faziam bem. Dessa vez quero ficar mais perto de mim mesma, essa busca por partes que estão adormecidas.

[voltando a mudança na prática]

Na primeira semana de férias fiz “tudo que eu queria fazer”: desde descobrir filmes na Netflix, passear com a Pérola, bordar, comprar móveis pra casa nova, receber a visita da minha sobrinha… me permiti a sensação de plenitude e presença fazendo o que estivesse fazendo (inclusive nos momentos de ócio total). Que delícia! Fazia muito tempo que não me sentia tão presente, tão eu mesma.

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Começando as férias com visita da Ana Deidei. 

E a semana seguinte, com a mudança de endereço acontecendo de fato, a sensação de “sou capaz” e “não estou sozinha” me preencheu o coração de amor e alegria. Sou capaz de montar os móveis, instalar prateleiras, e estou muito bem acompanhada de amigos que ajudaram a carregar a mudança, que deram dicas de decoração e estiveram presentes na Open House: cada pessoa que chegava eu abria a porta e um sorriso enorme pra receber todas as boas energias que estavam trazendo. Abrindo os presentes me sentia como uma criança no dia do aniversário, uma alegria inocente e genuína.

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Open House com a comunidade Elos 

Mudar, então, tem bastante a ver com a mudança física. Trocar de lar. Mas tem também a ver com um estado de presença e de cuidado comigo mesma. E tem ainda mais a ver com como conectar essas mudanças sutis e subjetivas no novo ritmo, nesse novo espaço. Estou mais perto da praia, então o objetivo é voltar a correr ouvindo o som das ondas, beber mais água de côco, tomar mais banho de mar…

Nos dias seguintes da mudança, com algumas coisas ainda por montar, organizar (as roupas seguem assim, a arara chegará na terça!) parti para 4 dias em Santa Maria. Foi a hora de me nutrir junto daqueles serzinhos que me acompanham desde antes de eu ter noção de que eu era eu e daquelas que serão eternamente as “crianças” (sobrinhas e sobrinho com idades que variam de 24 a 1). Exercício de paciência, aceitação e amor incondicional. As brincadeiras com a Laurinha, as conversas com a Luíza e Ana Deidei, a companhia do Dudu (é com ele que exercito os aprendizados do curso de massagem bioenergética) e as tentativas de com o pai e com a mãe, tudo muito especial.

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Incentivando Laurinha a ter contato com a terra.

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Tarde de Sol e brincadeiras

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Rádio montando pelo pai, presente pra casa nova

E aí acabou as férias e a vida “normal” de trabalho voltou. Mas claro que não voltou a ser tudo como era antes. A rota é diferente, a rotina é outra.
Está sendo uma constante de descobertas, de paciência comigo mesma (para lidar com a explosão de sentimentos confusos ao longo dos dias), de adaptação ao que está vindo e de desapego ao que foi.

Sobre minhas rotinas de cuidado comigo mesma:
1) Mandala Lunar: É uma ferramenta incrível para “anotações dos ciclos femininos em sintonia aos ciclos da Lua e da natureza. Ela traz ferramentas para o registro diário das sensações, sentimentos predisposições sutis que sentimos em nosso ser.”
Venho acompanhando meu ciclo menstrual através dela desde março.
mandala lunar
Percebi que pelo terceiro mês consecutivo minha menstruação vem no dia da Lua Minguante: “É hora de nos liberar do que possa estar bloqueando nosso bem-estar, saúde e evolução – sem negação, mas com perdão, paciência e acolhimento. É uma morte simbólica, que nos prepara para renascer novamente junto à Lua”. Além disso, as percepções dos sinais que meu corpo dá em cada momento do meu ciclo e como isso se relaciona com a natureza e me conecta com a grandiosidade da vida.

2) Celebrar a vida todos os meses
Todo dia 10 agradeço por mais um mês de vida. Comemoro os aprendizados e convido uma deusa (Oráculo da Deusa, veja aqui) para me acompanhar nos próximos 30 dias. Além disso, faço algo que cuide do corpo: auto-massagem, escalda-pés…

“No ar que eu respiro
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou”

 

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