Ces’t la vie

Esse vai ser um post bem pessoal/comportamental, tá?! Fique à vontade para seguir a leitura, ou não. =)

Nos últimos 5 meses, desde que decidi tocar o blog (e a página no Face do Blog) em paralelo com meu “começo” em Santos, muita coisa aconteceu: morei de favor (na sala/sofá de um amigo), fiz novos amigos (e reencontrei antigos), facilitei oficinas em Santos e SP, viajei (inclusive na maionese, algumas vezes), tentei cozinhar minha própria comida (vários cases de sucesso e de fracasso), comecei a trabalhar como PJ pela 1ª vez, comprei meu 1º colchão… um montão de coisas.

Acho que estive tão focada em fazer algumas coisas acontecerem (= a grana começar a entrar na minha conta) nesse período que não tive tempo pra analisar o que estava acontecendo.

Foi então que no último mês passei por vários momentos “será que é isso mesmo?!”  Quando finalmente achei um apartamento e estava estável no trabalho comecei a me questionar mil coisas e me sentir triste, sem sentido, sem caminho, perdidona mesmo. E aí a perguntinha ali de cima começou a se tornar uma constante nos meus pensamentos: “Será que é isso mesmo?!”.

Eu amo o que faço, mas choro de saudade da minha família pelo menos uma vez por semana (especialmente quando escuto uma música e lembro do meu sobrinho cantando ela pra mim), às vezes acho que não sou boa o suficiente no que faço, às vezes simplesmente tenho vontade de fazer nada, nadinha… E tudo bem sofrer, tudo bem estar triste. Quem disse que é preciso (e possível) estar bem o tempo inteiro?

Fiquei pensando nas mensagens que posto na página do Facebook e fiquei me sentindo contraditória. Como assim estou dizendo “mude de perspectiva” ou “transforme as incertezas em oportunidades” se eu estou aqui me lamuriando?! E se tem uma coisa que me apavora é ser aquele tipo de pessoa que fala uma coisa e faz outra totalmente diferente. Prefiro falar nada a ser incoerente!
Comecei a ficar cansada de sentir pena de mim mesma. E parar de dizer: “é inferno astral!” e adotar a postura: “Quem manda nos meus pensamentos sou eu! Chega de chororô!”

Dizem que agosto é o mês do cachorro louco, não sei qual o apelido do mês de julho. Mas agora que ele se aproxima do fim posso dizer, com certeza, que julho foi um mês-teste. Pôs a prova minha paciência, meu olhar apreciativo, meu amor próprio, minha crença nas pessoas…

Mas se for fazer um balanço desse mês aconteceram, pelo menos, quatro coisas maravilhosas:
1) retomei uma relação MUITO importante com uma pessoa com quem não falava a dois anos;

2) conheci o Rio de Janeiro (e ele, apesar do caos, continua lindo);

Pôr do Sol da Urca...

Pôr do Sol da Urca…

3) o Bruno queridão fez a logo e a cover photo do blog;

4) comecei mais um Oasis em Curitiba –  2ª parceria com a Glenda.

Café com bolinho de chuva (versão curitibana para o Show de Talentos) =)

Café com bolinho de chuva (versão curitibana para o Show de Talentos) =)

Então que venha o mês do cachorro louco, que venham minhas 27 primaveras (e verões e invernos e outonos) e que eu chore, sorria… viva tudinho intensamente e continue expondo minhas feridas e fraquezas. 
É isso que me fortalece: o apoio que recebo toda vez que peço ajuda. =)

Seguimos juntos.

Cla

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3 pensamentos sobre “Ces’t la vie

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