Meus começos no PKN Santos Vol. 1

Como estou ficando craque nessa história de começar “coisas”, topei participar do primeiro Pecha Kucha Night Santos Vol. 1 que rolou em Santos, na sexta-feira 24 de maio. O tema da noite: “Começar”.

O Pecha Kucha, concebido por Astrid Klein e Mark Dytham (Klein Dytham architecture), teve origem em 2003 em Tokyo com o objetivo de criar uma plataforma para jovens profissionais das diversas áreas criativas se reunirem, conhecerem e apresentarem publicamente o seu trabalho.
Um dos objetivos fundamentais, por parte dos criadores do evento, era terminar com os longos monólogos tão habituais nas conferências destas áreas profissionais. Os seus organizadores desenharam então um formato específico de conferência: 20 imagens X 20 segundos de exposição cada, com avanço automático.

Quando me convidaram para participar como apresentadora eu disse sim na hora (Oi, impulsividade!), mas confesso que nem me apeguei muito ao formato do evento, pensei comigo: “Ah, cada coisa ao seu tempo… depois me preocupo com isso”.

Os dias foram passando e fui tentando chegar a um enredo para minha apresentação. Sobre qual começo eu gostaria de falar? Que começos eu tive que poderiam render uma boa história?
E claro que comecei a pirar o cabeção (no bom sentido). Minhas idas e vindas de São Paulo foram ótimas fontes de inspiração! A subida e descida da serra com aquela vegetação lindona foram verdadeiros convites à reflexão sobre meus começos e a importância deles para eu ser quem sou hoje.

Decidi, então, falar de todos os meus começos. Começando pelo primeiro deles: meu nascimento no dia dos pais de 1986.

começo 1

“Um começo quase descomeçado, porque passei da hora de nascer e quase não ‘comecei'” – Imagem 1

A seguir fui falando de todos os começos mais marcantes. O começo da adolescência…

começo 2

Período confuso e cheio de questionamentos: Por que? Para que? Como? Quem? Quando? Onde? – Imagem 2

E assim foi a apresentação toda. Falei sobre meus diversos começos, desde amizades pra vida toda até estágios, mudanças de cidade, terapia, intercâmbio, enfim. Compartilhei um pouco da minha história até hoje e conclui minha fala reconhecendo: 

“Hoje pra mim é um começo, assim como ontem, assim como a 10 minutos atrás. A cada momento eu repito pra mim mesma: 123 e foi! O tempo todo eu estou começando alguma coisa desde aquele dia dos pais de 1986 e cada vez mais eu começo coisas que estão conectadas com quem eu sou e com o que eu acredito.”

Sem contar o fato que eu estava tri nervosa e quase não conseguia respirar entre uma imagem e outra a apresentação foi massa. Eu havia escrito a fala para cada imagem em pedaços de papel, mas na hora deixei as palavras fluírem e falei o que veio à cabeça.

Todos os demais apresentadores da noite falaram sobre histórias de negócios, de ideias que começaram e deram certo, mas eu fui a única que falei de mim mesma. 
Talvez isso pareça narcisismo (e para quem acredita em astrologia, e sabe que eu sou leonina, vai dizer: “é mesmo!”), mas o fato é que eu acredito de verdade no poder individual de cada um. E conhecer exemplos de pessoas que começaram de forma simples e sem frescura (tipo eu) é bastante inspirador.

Eu penso que enquanto continuarmos acreditando no paradigma de que para fazer alguma coisa precisamos de apadrinhamento, dinheiro, ser bonito, ser malandro, ou qualquer outra coisa que não esteja dentro da gente (força de vontade, coragem, ação…) vamos continuar esperando que um “salvador da pátria” desça dos céus e comece a nossa vida pela gente. E dai, novamente, lembro desse vídeo que me inspira muito.

Comentamos no intervalo das apresentações sobre o mito que se cria do empreendedor e do líder, por exemplo. Esse cara que pintam nas revistas, sites e afins é tão super herói que a maioria das pessoas pensa que não “consegue” ser assim. E a real é que todo mundo pode ser (e é!) o empreendedor e o líder da sua própria vida! Alguns ainda não se deram conta disso, mas a real é essa: esse cara é tu! =P

começo 4

O grupo de organizadores e apresentadores do Pecha Kucha Night Santos Vol. 1.

Ah! E o tema “Começar” tem tudo a ver também com o espaço onde foi realizado o evento. A antiga sede de um curso pré-vestibular está passando por reformas para se tornar a 1° casa de Coworking da cidade, o Coworking Santos. Então, teremos um espaço super bacana de trabalho compartilhado para trocarmos experiências e fazer networking muito em breve! \o/

Tu podes conferir a cobertura fotográfica do evento aqui.

Seguimos juntos começando e re-começando.

Cla

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Um pensamento sobre “Meus começos no PKN Santos Vol. 1

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